domingo, 21 de agosto de 2011

Incesto

Olhou daquela vez como se fosse a última.
E olhou com olhar de desejo,
assim também foi olhado.

Frutos do mesmo rebento,
mas qual?
Não consultaram livros sagrados,
nem tratados, nem constituição.
Apenas foram e fizeram.

Walmor Chagas F. Oliveira


6 comentários:

  1. Poema que em poucas palavar o autor fala sobre um ato que seria banalizado pelas questões morais e religiosas de uma sociedade.
    Otimo poema em que o autor soube escolher as palavras, que inclusive me faz lembrar de uma canção de Chico.

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  2. como eu gostaria de escrever dessa maneira, viu

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  3. Dieggo e Bruna, valeu pelos comentários! :)

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  4. Comeram feijão com arroz no mesmo prato e, por isso mataram a sede do desejo feito unha e carne.

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  5. Vc sai do convencional, põe pra fora como um "parto", uma maiêutica que precisa termniar, e revela um pouco da sua estranhice, da verdade desnuda que mora no seu Walmor e não se importa em ser avesso ao que tudo circula por ai...

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  6. muito tocante walmor, isso abre pensamentos e enche as pessoas de sentimentos que é o que está faltando nesse "mundinho prepotente"

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